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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lula e o SUS, ou: Os (des)caminhos da virtude política

Conta-se que em uma guerra, particularmente em uma revolução, como a francesa, de 1789, quem não toma partido por um dos lados é tratado com maior ódio do que o próprio inimigo. Independente de isso ser verdade ou não para todas as situações de conflito polarizado, a idéia exprime uma ética da necessidade de mostrar seu pertencimento ao mundo conflituoso dos seres humanos, e não apenas das coisas. Em uma situação em que alternativas cruciais são colocadas para o espaço humano, a indiferença parece merecer maior punição do que o engajamento na causa contrária à nossa.
Nos últimos dias vivemos no Brasil uma situação em que, muito longe do caráter agudo de uma guerra civil ou revolução, vemos um diálogo inflamado entre pessoas recomendando ironicamente que o presidente Lula trate seu tumor na laringe pelo Serviço Único de Saúde, e outras defendendo ardorosamente a dignidade do ex-presidente, apelando para seu histórico político de um metalúrgico que chegou à presidência e que fez um governo que beneficiou milhões de brasileiros das classes sócio-econômicas menos favorecidas, como também chamando a atenção para as qualidades do próprio SUS.
A pergunta que eu gostaria de analisar a seguinte: qual a melhor maneira de ler esse movimento de “agressão simbólica” à figura de Lula?
Quero dividir essa problemática em três planos, nos quais a reação a essa campanha agressiva pode ser dividida até agora, segundo sua motivação principal (embora, claro, eles se misturem): a) ético, b) simbólico e c) cognitivo (nesse último caso, de veracidade, adequação à realidade factual do SUS).

a) A primeira e mais evidente característica do impacto que essa campanha teve em quem discorda dela é a de indignação. Mesmo quem fez e faz críticas ao governo Lula tomou-a como desrespeito a um ser humano que sofre, como índice de um destempero emocional, como uma violência típica de grandes massas enfurecidas, que deságuam seu ódio pelo sistema em uma única pessoa.
Não faltam exemplos dessa recepção em postagens nas redes sociais, blogs e colunas de jornal, como a de Gilberto Dimenstein, em que o autor diz ter sentido “um misto de vergonha e enjoo ao receber centenas de comentários de leitores para a minha coluna sobre o câncer de Lula”, os quais ele qualifica, em grande parte, como “...o esgoto do ressentimento e da ignorância”. Fernando Henrique Cardoso, por sua vez, considerou tal movimento como fruto de recalque, de desequilíbrio psíquico. Hélio Gaspari iniciou sua coluna da edição de 02/11/11 de forma bastante crítica: “As pessoas que estão reclamando porque Lula não foi tratar seu câncer no SUS dividem-se em dois grupos: um foi atrás da piada fácil, e ruim; o outro, movido a ódio, quer que ele se ferre”.
O primeiro aspecto a considerar é a da realidade sócio-cultural desse protesto. Ele é acéfalo, ou seja, sem um direcionamento dado por algum autor ou grupo específico; manifesta-se de forma pulverizada por diversos canais na Internet; não possui o menor compromisso de coesão; agrupa diversos tipos de postura, desde a mais raivosa manifestação de hostilidade, até considerações mais sensatas, que acentuam sua dimensão simbólica, retirando de cena a literalidade com que é lido, a saber, como um ataque pessoal ao “doente Lula”. Diante de uma heterogeneidade tão grande, qualquer qualificação “em bloco”, como essas três que citei, parece-me francamente inadequada. Por outro lado, eu não me proponho o exato oposto disso, isto é, uma análise descritiva dos diversos tipos de manifestação. Eu também faço uma leitura geral, mas que leva em conta a existência dessas multiplicidades, na medida em que as insiro em uma abordagem de um princípio concebido teoricamente.
Tomado em sua manifestação mais direta e também emblemática, como uma frase estampada nas redes sociais: “Eu acho que o Lula deveria se tratar no SUS”, tal protesto é inegavelmente antiético, imoral. Sem levar em conta ainda a questão da adequação factual — de se o SUS “merece” uma qualificação tão pejorativa —, eu digo, entretanto, que não se pode considerar essa dimensão ética desvinculada do significado político. Tal como diversos escritos de filosofia política exprimem, não existe recobrimento total entre esses dois planos, o que significa que o valor político de uma ação não pode ser deduzido de seu valor moral. Sem querer aprofundar nessa questão — ligada à difícil problemática de se os fins, nobres politicamente, justificam os meios, reprováveis em termos éticos —, parece claro que essa relação entre meios e fins deve ser sempre analisada caso a caso, pois em alguns deles as ações são justificadas, e em outros, não.
Diante de injustiças historicamente consolidadas, como é o caso do gritante desequilíbrio na distribuição das propriedades rurais, em que o poderio econômico e político de grandes latifundiários incrementa e perpetua uma realidade de exclusão social e econômica gravíssima, as manifestações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra pode ser entendido como uma tentativa desesperada por ter uma voz nesse cenário. Não se trata, em última instância, de “ter razão” no valor moral conferido em cada ato de invasão de terra, nem mesmo de coerência política em termos de certo complexo de ações, mas sim da necessidade de impactar a opinião pública, mesmo que seja de forma a gerar uma opinião contrária, de modo a produzir alguma espécie de movimento nas consciências das classes médias urbanas. Seu valor político, nessa perspectiva, deve ser considerado em termos macro, a médio e longo prazo, como uma espécie “choque moral” para quem jamais pensou sobre o quão sofrida é a situação do desequilíbrio agrário.
Nesse sentido, é bastante instrutiva a colocação inicial de outra coluna de Gilberto Dimenstein, posterior às que citamos, em que ele começa dizendo: “As bobagens raivosas contra Lula, pedindo que ele se trate no SUS, conseguem até provocar um debate sério: involuntariamente ajudaram a trazer atenção a quem trata um tumor na rede pública”. As palavras “até” e “involuntariamente” mostram de forma clara a intenção do autor de desconectar o impacto político do protesto — como fomento de uma discussão sobre um problema gravíssimo — do que perfaz o sentido das formas concretas com que ele se manifesta. É como se tais manifestações pudessem ainda ser avaliadas como infantis e irracionais, tendo tão-somente uma espécie de “efeito colateral” bom. O que eu digo é que as próprias características de destempero, desequilíbrio e incorreção moral já são embebidas daquilo que aponta para o seu sentido político: mover o pensamento político, tocar a emotividade, mesmo que de forma torta, oblíqua, enviesada.
Essas considerações, entretanto, não abordam a especificidade do conteúdo desses protestos. Para fazê-lo, quero tratá-los no âmbito em que são exercidos, a saber, de uma mobilização no plano simbólico.

b) Em que pese o nítido oportunismo que algumas pessoas manifestam nesse momento para descarregar todo seu ódio contra um político historicamente situado à esquerda no espectro político (e até mesmo contra toda a classe política em geral), parece-me claro que nos momentos de maior lucidez fica clara a dimensão irônica do protesto. Nesse sentido, exprimiria, não um ataque pessoal a alguém que sofre de uma doença terrível, mas sim um descontentamento social, generalizado, com que a situação da saúde pública é tratada. Assim, não se trata de pensar que faria sentido alguém que tem muitos recursos financeiros — seja ele quem for — entrar na fila de atendimento de um posto de saúde pública para demonstrar alguma espécie de coerência política máxima — mesmo porque isso somente acrescentaria mais uma pessoa a ser tratada, tirando a vez de alguém muito necessitado. Embora eu creia haver certa quantidade de pessoas que, de dentro dessas manifestações, não se apercebam dessa dimensão estritamente irônica, não literal, do protesto, penso ser ele legível com alguma facilidade, desde que se tenha alguma sobriedade para falar sobre esse assunto.
Deste modo, tais manifestações operam um deslocamento simbólico e irônico, tomando a figura de Lula como emblemática daquilo que se quer combater. A pergunta é: por que especificamente Lula, e por que especificamente com essa forma de agressividade?
Boa parte do capital político de Lula vem, não de propostas políticas concebidas de forma original e implementadas segundo uma lógica própria (o que não significa dizer que elas não tenham existido), mas sim do poder de seu discurso, do modo como foi capaz de seduzir a sua audiência, desde os metalúrgicos do ABC paulista até os eleitores do Brasil inteiro em sua eleição à presidência (o que também não significa afirmar que isso se deu como mera retórica). Porém, no seio do brilho da oratória, tal como ele mesmo assumiu depois de eleito presidente pela primeira vez, o PT falou muita bravata nas críticas aos governos anteriores, ou seja, usou de argumentos retóricos sem consistência, sem fundamento na realidade política.
Pode-se contabilizar como uma delas o que ele disse quando era candidato à eleição presidencial de 1998: “Eu não sei se o Fernando Henrique ou algum governador confiaria na saúde pública para se tratar”. Muito tempo depois, tal como relata Hélio Gaspari na coluna que referimos acima, em 2006, disse que “o Brasil não está longe de atingir a perfeição no tratamento de saúde” e “em 2010, Lula inaugurou uma Unidade de Pronto Atendimento do SUS no Recife dizendo que ‘ela está tão bem localizada, tão bem estruturada, que dá até vontade de ficar doente para ser atendido’. Horas depois, teve uma crise de hipertensão e internou-se num hospital privado”.
Por outro lado, não lhe falta demonstração de senso de realidade, pois em 2009 disse ter vivido os dois lados da situação do tratamento de saúde: o das longas filas de espera dos hospitais públicos e o do tratamento VIP como presidente da república. Nesse mesmo discurso, ao dizer que até mesmo nos EUA havia um problema sério de saúde pública com o qual Barack Obama se debatia, disse que esse sistema de atendimento universalizado brasileiro poderia ser usado como modelo por aquele país.
Nesse âmbito da articulação do discurso, em que se mesclam frases de efeito, apelos à realidade em seu aspecto mais doloroso, imagens ao mesmo tempo verídicas e por vezes enganosas quanto a seu significado etc., a corrupção tem um peso bastante acentuado, uma vez que, no imaginário popular, vigora a ideia de que “muito dinheiro que tinha que ir para a saúde e a educação acaba enriquecendo políticos corruptos”. Pode-se ler com facilidade em várias matérias jornalísticas afirmações no sentido de que o governo da presidente Dilma é menos conivente com a corrupção do que o de Lula. Independente de isso ser verdade ou não, para mim pesa bastante o fato de que um filho de Lula, Fábio Luís Lula da Silva, dono de uma empresa de informática, Gamecorp, recebeu comprovadamente milhões de reais como investimento em seu empreendimento por parte da empresa de telecomunicação Oi/Telemar. Depois de várias semanas em silêncio sobre o caso, Lula respondeu com mais uma de suas metáforas ligadas ao futebol, dizendo que esse investimento milionário conseguido por seu filho vem de seu talento, como se ele fosse um Ronaldo em sua área de atuação (embora sua formação acadêmica não tenha nada a ver com informática). Extrema coincidência ou não, algum tempo depois uma das leis relativas ao âmbito empresarial das telecomunicações teve um de seus itens deliberadamente alterado para viabilizar os planos da Oi/Telemar em adquirir uma outra companhia, a Brasil Telecom.
Esse episódio me parece suficientemente carregado simbolicamente, devido ao fato de que não atinge apenas um “companheiro de partido”, mas alguém dentro do próprio seio familiar. Considerando que o problema da saúde tem um forte vínculo com este núcleo, haja vista a imagem do médico de família, como também o drama de um filho para tratar seus pais idosos, e às vezes simultaneamente de seus filhos pequenos, temos aí algo explosivamente forte em termos de ressonância no imaginário de milhões de pessoas.

c) Por fim, temos a questão do teor de verdade dessas manifestações que usam o SUS como exemplo de descaso, de ineficiência e de má administração. Temos relatos comoventes, como o de Nina Crintz, que testemunha aspectos altamente significativos e louváveis nesse sistema de saúde que tem um programa deveras modelar de distribuição de medicamentos caros e extremamente necessários para o tratamento de doenças gravíssimas. Nesse quesito, temos o reluzente caso da assistência aos portadores do vírus HIV, em que o Brasil tornou-se uma referência mundial.
De fato, a familiaridade com esses aspectos do SUS joga por terra uma análise simplista, homogênea, do sistema como um todo como sendo fraco, ruim, inoperante. Por outro lado, creio que o que está em jogo é a outra parte da atuação desse sistema, expresso em um dos discursos do próprio Lula que citamos acima, que são as longas filas de espera para atendimento médico, diagnóstico clínico e intervenções cirúrgicas. Todo mundo sabe muito bem que até mesmo em alguns planos de saúde mais baratos esse quesito pode deixar muita despejar. Eu próprio adquiri um deles, e depois de pagar duas mensalidades, liguei para a central de marcação de consultas e requisitei um exame com um dermatologista, sem especificar nomes. A resposta que obtive é que a data disponível mais próxima era para depois de dois meses e meio. A primeira coisa que fiz foi cancelar esse plano e comprar um outro, de que já havia usufruído quando trabalhei em uma empresa, e cujo atendimento nunca havia sido deficiente nesse aspecto.
Mais uma vez focando na dimensão familiar, é muito evidente que pais com filhos pequenos, cuja propensão a doenças é grande, como também é o caso de idosos, podem chegar a uma situação desesperadora se somente podem contar com o atendimento no SUS. Para além da necessidade de invocar o realismo político de uma avaliação justa do quanto o governo Lula melhorou ou não essa face do serviço público de saúde, o fato é que a população enxerga, vive e sofre com, a situação tal como ela existe de fato. Voltando ao primeiro item de nossa argumentação, igualmente para além da correção moral desses protestos — que também são criticados por serem feitos apenas “atrás de computador”, com o mero compartilhamento de uma imagem ou postagem de frases soltas —, temos uma forma errática, confusa e atabalhoada de colocar um problema crucial na pauta do dia. Em relação ao segundo aspecto, digo que o mesmo movimento de densidade simbólica que elegeu Lula tornou-o alvo da insatisfação com a saúde pública. De forma análoga a como se diz no futebol: “jogar com o coração na ponta da chuteira”, pode-se dizer que milhões de brasileiros votaram em Lula com o coração na ponta do dedo, e agora algo desse investimento afetivo parece nutrir muito de ambas as partes nesse embate político.
No que tange ao protesto, essa emotividade é um dos lados de seu teor irracional, de ruptura dos padrões de correção moral e política. Usando uma expressão afim ao pensamento de Theodor Adorno, eu diria que tal irracionalidade é um reflexo distorcido da irracionalidade do próprio sistema econômico, social e político. Sua impotência e efemeridade, todavia, provavelmente serão proporcionais ao infantilismo que seus críticos apontam com veemência. — Para saber disso, entretanto, precisamos de um pouco mais de História, a qual, entretanto, não anda de mãos dadas com a Razão. Assim, retomando o contexto bélico do início do texto: "War doesn't show you who is right; only who is left". 

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5 comentários:

Flavinha disse...

Impossível sob o aspecto político obter o controle e experimentar tudo aquilo que está sob sua gerência. Toscamente, fico pensando que chef experimenta todos os pratos no serviço de jantar em uma noite. Assim é o político eleito com os bens que gerencia e não necessariamente usufrua daquilo que gerencia apenas para mostrar aos seu eleitores (e também os que não foram seus eleitores) se é bom ou ruim. Seria interessante ver o experimento, da mesma forma que o chef prova a quantidade de sal e temperos, mas não necessariamente o todo do prato.
O fato é que eu não gosto do político Lula, não votei nele, mas 8 anos vivi sob o seu comando.
"Grazadeus" não precisei do SUS, tive doença autoimune grave, que por sorte meu plano era o único que cobria a medicação importada, mas penei 2 dias no PA para conseguir meu quarto, minha privacidade e dignidade, mesmo pagando caro pelo plano.
Depois disso passei por vários episódios que novamente "grazadeus" tinha plano e não precisei do SUS, mas se tivesse dinheiro pagaria pelo melhor, pelo sírio-libanês.
O mesmo desejo ao ser humano Lula, que o dinheiro sobre para o melhor, que ele não precise de pagar por algo mais ou menos e nem mesmo use o SUS, mesmo se for bom pra CA, mas que peca por ter filas, onde vc é um número e um qq, tem que esperar etc.
Desejo a ele como ser humano o que desejo a mim e não, não por isso, votaria nele algum dia, pq pra mim é mais um político de que não gosto, por outros vários motivos.

Flavinha disse...

E esqueci de dizer que adorei a análise... rs

Anônimo disse...

A questão, nao é o lula no Sirio ou no SUS.
foi a propaganda feita por ele. E outra, no meu modo de ver, não é protesto, é somente um comentário sobre o fato de que o lula dizer que o SUS era bom, quando na verdade, nunca foi nem metade do que ele vendeu no passado.
Detalhe: torço pela recuperação dele e de todos que passam por esse tipo de doença. mas ele não é o único que sofre com isso e nao adianta ficar sensibilizado por ele, sendo que existem pessoas em piores condições e todo mundo vira a cara. é muita hipocrisia.

Anônimo disse...

Esta campanha, por estar sendo feita na internet, é levada adiante principalmente pela classe média que, em grande parte, tem planos de saúde privados e não precisa do SUS.

Não são realmente os pobres que votaram no Lula e que são usuários do SUS que estão no twitter dizendo essas barbaridades.

Convenhamos que, não precisando do SUS, essa classe média não se importa realmente com quem precisa dele, pois quem se importa mostra isso na prática, e não na "militância virtual".

A doença de Lula é apenas um pretexto para que os médio-classistas esbanjem mais uma vez seu ódio de classe e lhe neguem o perdão por ter ousado ser presidente do Brasil por dois mandatos.

A classe média, "elite intelectual" do país, não pode perdoar um sindicalista, metalúrgico e sem escolaridade por ter se tornado presidente.

Acho que o conceito de racionalização de Freud ajuda a esclarecer as pretensas "explicações" que a própria classe média oferece para justificar seu humor fascista.

Venúncia Coelho disse...

O que me intriga é a completa ausência de vitalidade ou melhor, de envolvimento vital em redes sociais. O indivíduo cuida apenas de clicar em "compartilhar", sem de fato querer ou ter capacidade, cacife, para sustentar a posição. Sabemos que essa ideia de conciliar a doença do ex-presidente a um contexto de politicagem não surgiria expontaneamente e de modo massivo, em milhares de pessoas ao mesmo tempo. Ocorre que o processo do clicar e compartilhar exime o sujeito de desenvolver sua própria perspectiva, e isso, para mim, é grave, além de ser leviano (é como fazer uma revolução do alto do seu castelo incitando todos a morrer pela pátria). Não se trata do Lula ou de qualquer outro nome em destaque, mas do internauta que decide, por motivos mais variados possíveis apenas clicar no link "compartilhar". Como sempre digo: se apertar o sujeito na dialética ele não sabe se sustentar. Quer ser sofista de primeira mão? Então conforme sua retórica a um pensamento genuíno... Copiando, geralmente, a gente não chega na liberdade do discurso. Enfim, pessoalmente me expressando, considero esse tipo de comentário de uma total falta de elegância e humanidade. Se não o cara não tem lá sua dose de humanidade, que preserve o jogo social que diferencia aquilo que ele pensa daquilo que deve comunicar. Digo isso em se tratando de casos como esse, seja Lula ou o seu vizinho de porta, sempre cabe uma certa parcimônia no juízo quando o que está em jogo é a preservação da própria vida.

Venúncia Coelho