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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Reação, progresso e continuísmo


“Si hay gobierno, soy contra” — essa expressão irônica, que pode servir de inspiração a alguma forma de anarquismo muito pouco elaborado, parece inspirar uma mentalidade difusa que deve pautar, em uma medida significativa, a perspectiva da classe média jovem em todo o Brasil no que concerne às próximas eleições, principalmente à presidência da república. Para quem hoje tem menos de 25 anos de idade, os mandatos de Lula e Dilma representam, essencialmente, o que significa “ser governo”, com toda a carga de responsabilização exacerbada pelo que há principalmente de ruim no plano das políticas públicas em geral (sejam elas municipais, estaduais ou federais).

Nesse cenário, torna-se extremamente importante uma grande dose não apenas de conhecimento, mas de assimilação vivencial da história recente do país para se poder avaliar de forma mais precisa o quanto esses três últimos mandatos presidenciais são mais progressistas do que os anteriores. Em função da dificuldade de isso ocorrer, o que se apresenta como possibilidade de mudança, no sentido de progresso, a saber: as candidaturas de Aécio Neves e de Eduardo Campos, adquirem certo destaque e acolhida, não pelo que apresentem de propostas políticas concretas, mas pela ideia difusa de que a manutenção do governo (seja ele qual for, de acordo com a frase que abriu esse texto) é índice de continuísmo, de inércia, de freio a avanços possíveis.

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